Foram os maus empresários, que existem desde que a luta livre chegou ao Brasil.
Começo a pensar no passado e sinto muita tristeza. Me lembro de um empresário que mandou uma equipe de lutadores de São Paulo ao Paraguay só com a passagem de ida, quando as coisas não deram certo abandonou a todos, num país extranho, onde passaram fome. A mesma coisa aconteceu aqui no Brasil com uma equipe de gringos onde o único Brasileiro era eu. Essa equipe se chamava “Gigantes do Ringue” onde os menores era eu e o argentino naturalizado “Mister Argentina” nos apresentávamos na extinta Tv. Tupi e o empresário fugiu com o nosso salário e foi gastar em Nova York. Passaram fome os estrangeiros até que resolvemos nos organizar e então começamos a fazer eventos no sistema de cooperativa, onde todos trabalhavam e todos lutavam e um evento por mês era todo destinado a um lutador, primeiro os casados, para irem embora, até o ultimo. Essa marca “Gigantes do Ringue” ficou cravada no meu peito, até que resolvi adota-la e, fiz a promessa, de jamais fazer alguma coisa que possa mancha-la e nem deixar que a usem indevidamente, ela é minha, está cravada no meu peito com suor das maiores lutadores que já passaram pelo Brasil. Se eu quisesse ficaria o dia inteiro falando dos maus empresários. Um dia leio nos jornais: Gigantes do Ringue da calote nos comerciantes de São Matheus; Fui investigar, prometeram, receberam e não cumpriram.
Entrei com um processo contra o empresário, que ainda anda por ai fazendo tudo igual, os anos passaram, ele continua aprontando. Mau empresário também é aquele que organiza luta livre na rua, mendigam alguns míseros trocados dos comerciantes da rua, prometem um monte de coisas, faixas, banners e até televisão, arrecadam no máximo uns 1.500 reais, segundo informações, obrigam os lutadores, por meio de promessas, a lutarem de graça, as figuras recebem, se for “Super Star”, até 50 reais. Montar o ringue no meio da rua, não pode, a policia vem e obriga desmontar tudo em 5 minutos, eu vi isso. Pior é montar no meio da rua, onde um semáforo, tediosamente, ficava, verde, amarelo, vermelho e repetia, repetia, e eu confesso que fiquei prestando atenção se os lutadores obedeciam ao semáforo. Isso é matar a luta livre. Pensando bem, você que é lutador e luta de graça, sustentando esses maus empresários, também está ajudando a matar a luta livre e só faço uma observação, se for beneficiente, pode, se for para a TV, também pode, afinal o empresário está divulgando você. Na moral, gente. Eu, Michel Serdan, Nego, eu não enterrei a luta livre. Quem enterrou foram os maus empresários e os maus lutadores, que não gostam de treinar, fazem qualquer porcaria sobre o ringue, afinal, é de graça mesmo!!!!!

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This entry was posted on segunda-feira, outubro 19th, 2009 at 8:19 pm and is filed under Uncategorized. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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